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JHC se une a Celso Luiz e Antônio Albuquerque em projeto eleitoral

O prefeito de Maceió insiste: é pré-candidato ao Governo. Não diz, mas dizem por ele. JHC não quer antecipar o nome, arrasta um suposto (ou possível) anúncio para 2026 quando o cenário- ao menos os aliados dele acreditam- parece mais vantajoso.

Neste final de semana, ele deu mais um lance: uniu, na mesma sala, o ex-presidente da Assembleia Legislativa Celso Luiz; Nivaldo Albuquerque, filho do deputado Antônio Albuquerque; Tenorinho Malta, irmão de Celso e que disputa uma vaga da família na Assembleia Legislativa; Samyr Malta, que deseja uma prefeitura sertaneja; o vice-prefeito Rodrigo Cunha, que parece- ele sim- ser o nome para valer à chefia do Executivo estadual.

O significado da foto, porém, é muito discurso. E pouca açã́o. Fala-se em mudança mas qual? A retirada do calheirismo do Palácio República dos Palmares e a substituição dele pelo caldismo? O apoio à reeleição de Renan Calheiros enfrentando Renan Filho?

JHC nunca disse que havia um acordo para ele desistir de disputar as eleições no próximo ano. São os Calheiros quem dizem e espalham. Também nunca disse que está de malas prontas para sair do PL, mas se comporta como uma âncora, afundando o inexpressivo partido de Jair Bolsonaro em Alagoas.

A foto, composta exclusivamente por homens, não mostra que Marina Cândia, primeira-dama de Maceió, será candidata a deputada federal. Mas está incluída nesse mar de mudancismos que Jota espalha. Também não mostra Arthur Lira, em uma relação de estica e puxa com o prefeito da capital mais bolsonarista do Nordeste.

Todos querem sobreviver, alargar projetos de poder. Mudanças para valer? Só as pesquisas eleitorais mostrarão.

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