Técnicos da Prefeitura de Maceió apresentam até 10 de maio os detalhes do plano que injeta R$ 2,5 milhões por mês nas empresas de ônibus, também subsidiando a gratuidade dos estudantes – prometida pelo hoje prefeito JHC quando era candidato.
Estes são os cálculos:
- R$ 1 milhão mensal (que já é injetado nas empresas) vem através de ISS, em subsídio cruzado;
- R$ 1,5 milhão restante é chamado de “dinheiro novo”.
Só que as planilhas das empresas mostram cálculos diferentes: o custo da retirada de R$ 0,30 do valor da passagem, implementado pelo prefeito, custa R$ 1,2 milhão por mês para as empresas. Sobra, portanto, R$ 300 mil em “dinheiro novo”.
De qualquer forma, a proposta agrada às empresas, mas, até agora, os donos dos ônibus não viram a cor do dinheiro.
E eles pressionam cobradores e motoristas de ônibus. Em 5 de maio completam-se três meses de atraso no pagamento do plano de saúde e dos tickets alimentação dos trabalhadores.
No próximo dia 27 de abril haverá nova reunião entre os técnicos da Prefeitura e Ministério Público do Trabalho. A expectativa é que o Executivo apresente a proposta financeira.
Mas, há dois problemas neste caminho.
O prefeito JHC ainda não apresentou à Câmara o projeto de gratuidade dos estudantes. E mesmo que ele existisse e fosse aprovado teria dificuldades para ser executado porque o orçamento deste ano ainda não foi aprovado.
Jota mantem silêncio em suas redes sociais a respeito das tratativas entre empresários e trabalhadores do setor de transportes.
O entendimento interno é que o prefeito deve manter distância do assunto, ao menos nas redes sociais, evitando críticas.
