Estudos mostram que a era dos influencers saturou e está chegando ao fim. São os tempos líquidos da internet e seus gostos, gestos e consumos mudando ao correr dos instantes determinados pelas redes.
Mas, ao que parece, há bastante caldo para os influencers na política.Rico Melquíades filiou-se ao PSDB a pedido do prefeito JHC. Prometeu ano passado disputar as eleições. Talvez a deputado federal.
Melquíades não é um fenômeno original. Já houve o tempo em que apresentadores de TV também entraram na política. Ganharam vagas a federal, Assembleia, deputado federal. Antes deles eram os radialistas quando o rádio ainda não era assistido.
Águas passadas, muitos esqueceram. A história, porém, registra.
O ex-prefeito de Maceió também era um administrador-influencer. Juntando todas as suas redes tem mais de um milhão de seguidores. Melquíades, só no Instagram, tem 4,2 milhões. Parte disso deve se converter em votos como aconteceu com a popularidade de radialistas e apresentadores de TV.
Se duram muito tempo na política? Aí a questão é diferente. O eleitor que escolhe tipos populares ou os “da moda” exige mais, quer pressa nos resultados. Tem razão, em parte, na pressão.
Do contrário, como aconteceu a outros, se não dão os resultados esperados, deixam a política. E o brilho se desfaz.
