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JHC acentua evasão de alunos, ao não ter plano educacional na pandemia

Duas máquinas de fotocópia são, até agora, a principal resposta da Secretaria Municipal de Educação para incluir alunos da rede pública no processo de ensino e aprendizagem, em tempos de pandemia.

A maioria dos estudantes tem dificuldade ou de acesso a celular ou a internet ou aos dois. Os professores imprimem e fazem cópias das atividades para que os pais busquem nas escolas. É um remendo à exclusão digital.

A participação digital dos alunos é ínfima, os pais que vão atrás das atividades são raros e a evasão escolar causa tanta vergonha que gestão municipal não assume não ter planos, estratégias ou metologias para um ensino à distância mais inclusivo, com a máxima adesão de professores e alunos.

Nas redes sociais, o secretário Elder Maia fala de construção de escolas quando Maceió sequer tem o orçamento deste ano aprovado pela Câmara. O prefeito João Henrique Caldas, o JHC (PSB), só gosta de postar sorrisos em tempos de crise.

E sorrir de tudo virou, sim, desespero.

Nem toda a estrutura de marketing que o secretário e o prefeito gostam de exibir consegue esconder que a Semed não sabe o quê fazer com uma geração inteira de crianças que abandonou as escolas, incluindo nestas contas aquelas com baixo rendimento, monoparentais e com necessidades educativas especiais. Privadas da aprendizagem física, do apoio social e emocional oferecido pela estrutura escolar, além da merenda, estas crianças ficaram do outro lado da muralha tecnológica, onde estão as famílias mais desfavorecidas, em comunidades vulneráveis, submetidas à injustiça, exclusão, opressão.

São filhas de famílias que, além das perdas por Covid-19, estão sobrecarregadas pelas necessidades mais básicas. Os mais carentes estão longe do olhar diferenciado.

O agravamento das desigualdades também na educação será uma importante contribuição para mais miseráveis, mais pessoas constrangidas pela pouca escolaridade, mais mão de obra com baixa qualificação para uma capital que se gaba de ter as praias mais belas do país, uma fábrica sem fumaça que é o turismo e uma legião de incapazes fora do mercado de trabalho, a cada dia mais exigente.

Seria necessário que entre os sorrisos do secretário e do prefeito houvesse um diagnóstico deste problema.

Não há e ficamos sem descobrir qual a meta educacional da gestão. Há alguma? Vai inovar ou repetir o passado?

A euforia das eleições já passou. E o tempo de evitar novos fracassos ainda não começou.

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