Nesta segunda-feira (19/5), a primeira-dama Janja Lula da Silva falou publicamente pela primeira vez sobre o episódio envolvendo o presidente chinês Xi Jinping, que gerou desconforto no governo brasileiro.
Durante a abertura de um evento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janja abordou a importância de responsabilizar plataformas digitais pela circulação de conteúdos prejudiciais a crianças e adolescentes.
Ela também rebateu críticas relacionadas ao fato de ter mencionado o assunto ao líder chinês durante um jantar com autoridades na semana passada.
O episódio gerou uma crise dentro do governo, após a colunista Andreia Sadi noticiar que a fala de Janja no jantar teria causado constrangimento ao Brasil.
O vazamento dessa conversa privada irritou o presidente Lula, que admitiu ter iniciado a discussão sobre o tema com Xi Jinping, mas posteriormente cobrou seus auxiliares pelo vazamento, que expôs uma questão delicada na relação diplomática do país.
Janja afirmou que sua voz será usada para defender temas relevantes, independentemente do nível de interlocutor.
“Não há protocolo que me faça calar se eu tiver uma oportunidade de falar sobre isso com qualquer pessoa que seja. Do maior grau ao menor grau. Do mais alto nível a qualquer cidadão comum”, declarou.
Ela destacou que, após a fala do presidente Lula sobre redes sociais, ela se dirigiu a Xi Jinping para reforçar a preocupação com o impacto de plataformas como o TikTok na infância e adolescência.
“Quero dizer que, eu como mulher, não admito que alguém me dirija [a palavra] dizendo que eu tenho que ficar calada. Eu não me calarei quando for para proteger a vida das nossas crianças e dos nossos adolescentes”, enfatizou.








