Investigado, Malafaia quer povo na rua contra Moraes

O pastor Silas Malafaia quer o povo na rua após a sua inclusão no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga ações de obstrução de justiça e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

A investigação, conduzida pela Polícia Federal e relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, apura se Malafaia atuou para pressionar autoridades brasileiras por meio de articulações internacionais — incluindo a busca por sanções dos Estados Unidos contra membros do STF. O pastor é citado ao lado de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo.

Malafaia, que organizou o ato em apoio a Bolsonaro no dia 3 de agosto, reagiu dizendo que “escolheram o cara errado” e acusou a Polícia Federal de agir “a serviço de Lula e de Alexandre de Moraes”. Ele comparou a atuação da PF à Gestapo nazista e à KGB soviética.

A inclusão do pastor no inquérito gerou forte reação entre líderes evangélicos. Um grupo de 26 pastores divulgou nota de repúdio, classificando a medida como “imprópria e injusta” e alertando para o risco de perseguição religiosa no país. O ministro André Mendonça também saiu em defesa de Malafaia, buscando diálogo com colegas do STF e com o presidente da Câmara, Hugo Motta.

.