
milionários em Maceió, segundo a receita da própria Prefeitura da capital.
Nos três primeiros meses deste ano, o maceioense pagou quase R$ 6 milhões pela taxa de limpeza pública e coleta de lixo. Exatos R$ 5.963.933,03.
Nos três primeiros meses do ano passado, o valor foi de R$ 6,3 milhões (exatos R$ 6.312.344,04).
Na semana passada, o Ministério Público de Contas- do Tribunal de Contas de Alagoas- abriu investigação para apurar os valores, considerados altos, em 13 serviços de coleta de lixo. O MP de Contas desconfia de superfaturamento.
O Ministério Público Estadual de Alagoas entrou com ação civil pública, em novembro de 2010, por ato de improbidade administrativa contra o prefeito da capital, Cícero Almeida (PP), os ex-superintendentes de Limpeza Urbana (Slum) João Vilela e Ernande Baracho, e mais cinco empresas de lixo. Todos são acusados de desviar R$ 200 milhões de contratos nos últimos cinco anos.
O MP pede a perda de cargo, pagamento de multa e ressarcimento do dinheiro aos cofres públicos. Os desvios envolviam a pesagem do lixo nas balanças, já que o material era pago por quilo, mensalmente. Segundo o MP, o técnico atestava que a balança estava quebrada e o lixo era pesado nas empresas.
Além disso, os valores eram superfaturados, segundo o MP. Em 2005, a prefeitura pagava R$ 464 mil à empresa Marquise. Um ano depois, a companhia foi substituída pela Viva Ambiental, com um contrato quase oito vezes superior: R$ 3,3 milhões mensais.
As investigações reúnem 6,8 mil páginas, 180 delas correspondem apenas à petição encaminhada ao Judiciário, para pedido de afastamento do prefeito do cargo. Em 2007, Almeida foi indiciado pela Polícia Federal, por integrar uma organização criminosa que desviou R$ 300 milhões da folha de pagamento da Assembleia Legislativa.








