A Polícia Federal encontrou novas minutas de decisões judiciais envolvendo ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como parte de uma investigação sobre suspeitas de venda de sentenças e vazamento de informações sigilosas. Os documentos foram localizados em dispositivos eletrônicos apreendidos com o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e com o advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023.
As minutas estavam associadas aos gabinetes de quatro ministros em exercício — Marco Buzzi, Antônio Carlos Ferreira, João Otávio de Noronha e Ricardo Villas Bôas Cueva — além do ex-ministro Paulo de Tarso Sanseverino. Com isso, o número de gabinetes mencionados na investigação subiu para oito, o que representa cerca de um quarto dos integrantes da Corte.
De acordo com a Polícia Federal, não há indícios até o momento de que os ministros tenham participado diretamente dos vazamentos. As investigações se concentram em assessores e servidores que poderiam ter tido acesso aos documentos. O STJ informou que abriu sindicâncias internas para apurar o envolvimento de funcionários e solicitou a instauração de inquérito policial.
Além das minutas, foram identificadas falsificações de documentos judiciais que teriam sido utilizadas em tentativas de extorsão contra empresários. A Polícia Federal classificou os materiais como rascunhos e versões preliminares de decisões, algumas com trechos semelhantes aos textos finais publicados oficialmente.
O relatório parcial da investigação será encaminhado ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que acompanha o caso.







