Interceptação da PF revela plano de senador para prender Moraes

A Polícia Federal (PF) apreendeu o aparelho celular pertencente ao senador Marcos do Val, no âmbito do inquérito conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o qual investiga supostos indícios de um planejamento de golpe de Estado. Durante a análise das mensagens encontradas no referido telefone, os investigadores constataram diálogos nos quais o senador afirma ter agido para deter o ministro Alexandre de Moraes, do STF, em fevereiro deste ano. Com base nesses diálogos, a PF solicitou a prisão de Do Val a Moraes, em junho.

Em uma das conversas, uma pessoa identificada como “Elmo” oferece apoio a Do Val, e o senador responde mencionando que tem trabalhado ao longo de dois anos, com o objetivo de deter Moraes. A conversa se encerra com um comentário enfatizando a árdua batalha. O interlocutor, “Elmo”, supostamente seria irmão de Do Val.

Outro diálogo que chamou a atenção dos investigadores ocorreu entre o senador e seu pai, Humberto, onde é feita menção ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Do Val relata ter provocado a imprensa e a sociedade, a fim de pressionar os representantes do Congresso a abrir uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Ele menciona o êxito dessa missão e menciona a abertura de um processo de impeachment contra Lula e a enfraquecimento de Moraes.

No pedido de prisão de Do Val, a PF alega que ele tentou obstruir as investigações e faz menção a mensagens enviadas ao ex-ministro Sergio Moro e ao deputado Eduardo Pazuello, nas quais ele explica como pretendia afastar Moraes do inquérito. Entretanto, a PF não aponta irregularidades por parte de Moro e Pazuello nesse caso.

Ademais, os investigadores encontraram diálogos em que Do Val menciona possuir um “núcleo duro” dentro da Procuradoria-Geral da República, com intuito de instaurar ações penais contra Moraes. Contudo, a PF esclarece que não foram encontradas mensagens que comprovem uma relação estreita entre o senador e os procuradores da República em relação a esse assunto. Augusto Aras, por exemplo, responde a Do Val afirmando que as prerrogativas do senador devem ser defendidas pelo Senado.

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