Apesar de estar inelegível até 2030 por abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quer continuar sua jornada política até que sua “morte política” seja “para valer”. A decisão pela inelegibilidade foi tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho de 2023.
Ao colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Bolsonaro afirmou que continuará investindo em sua candidatura à presidência.
“A resposta é a mesma: essa partícula ‘se, caso, talvez’ não existe. Eu sou candidato até que a minha morte política seja anunciada para valer. Eles não têm argumento para me tirar da política. A não ser o poder, a força de arbitrariedades contra a minha pessoa. Repito: qual a acusação contra mim? Que eu fiz de errado para não disputar uma eleição? E, se eu sou tão mal assim, deixa eu disputar para perder. É muito simples. Ou estão com medo da minha candidatura?”, provocou o ex-presidente.
Na expectativa da ajuda de Donald Trump, recentemente eleito nos Estados Unidos, ele espera que a ofensiva da extrema-direita seja através da defesa do que analisa ser “liberdade de expressão”.
“Acredito que ele [Donald Trump] tenha um interesse enorme no Brasil, pelo seu tamanho, pelas suas riquezas, pelo que representa o nosso povo. E como um país que realmente possa aqui, como exemplo, desequilibrar positivamente para a democracia, para a liberdade, toda a América do Sul. Então, ele vai investir no Brasil sim, no meu entender, no tocante a fazer valer os valores do seu povo, que é muito semelhante ao nosso. Que, através da liberdade expressão, nós possamos aqui sonhar e não mergulharmos mais ainda numa ditadura que se avizinha”, declarou.
Jair Bolsonaro foi condenado à inelegibilidade após promover uma reunião com diplomatas estrangeiros e divulgar notícias falsas sobre a urna eletrônica e o processo eleitoral brasileiro, incluindo acusações contra ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF). A ocasião foi transmitida pela TV Brasil, emissora pública.
“Obviamente, eu entendo como uma perseguição. Até porque essas duas inelegibilidades só foram botadas em votação depois que duas listas tríplices, que o Executivo escolhe, na verdade, o senhor presidente do TSE escolheu, e daí ele foi para o 5 a 2 contra mim. E seria, no mínimo, 4 a 3 a meu favor, se não tivesse trocado esses dois na reta final. Então, primeiro inelegível sem qualquer motivo. Até parece que vivemos aqui na Suíça, tá. Não quer dizer que você não deva não punir quem porventura errou. Eu não errei. Então essa é a minha certeza.”, disse.






