Uma nova perícia no apartamento do empresário da construção civil Sérgio Falcão, 52 anos, morto em 28 de agosto deste ano, pode ser realizada pelo Instituto de Criminalística (IC). O objetivo é anular dúvidas que surgiram ao longo das investigações dos peritos. A causa da morte do proprietário da Falcão Construtora ainda é cercada de mistério. O inquérito apura se foi um homicídio ou suicídio. Ontem, mais uma testemunha foi ouvida. Outras dez serão convocadas.
A cunhada do PM reformado Jailson Melo, 53, suspeito de assassinar o empresário com um tiro na boca, prestou depoimento por duas horas. Ela confirmou à delegada Vilaneida Aguiar que, a pedido do marido, o major da PM Jadilson Melo, 58, entregou a pistola 380 ao suspeito. O advogado do suspeito, André Fonseca, voltou a afirmar que o seu cliente é inocente.
Segundo ele, Jailson foi ao Edifício 14 Bis, na Avenida Boa Viagem, a pedido da vítima, que também teria solicitado que ele fosse armado. Quando entrou no apartamento, Sérgio teria pedido que o PM visse o seu notebook, pois ele havia acessado um site de armas para comprar uma. Nesse momento, contou a defesa, o empresário puxou a pistola que estava com o suspeito e se matou. Familiares da vítima não acreditam na versão.
