O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou uma nova versão de seu mapa-múndi colocando o Brasil, o estado do Pará e sua capital, Belém, na posição central. A imagem foi publicada nas redes sociais do instituto na última terça-feira (11) como uma homenagem à COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que está sendo realizada em Belém.
O IBGE destacou que o mapa visa “uma nova perspectiva do planeta, colocando o Pará e Belém no centro, a capital simbólica do Brasil durante a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima”.
O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, justificou a escolha em suas redes sociais, explicando a inversão e a centralidade do país:
“Nos últimos 200 anos, o projeto de modernidade Ocidental, conduzido a partir do Norte Global, tornou o mundo insustentável ambientalmente. Que os próximos 200 anos ofereçam outras perspectivas de modernidade, tendo o protagonismo do Sul Global. Por isso, o mapa-múndi invertido. Por isso, a centralidade do Brasil.”
A centralidade simbólica do Pará coincide com a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que mudou a capital federal para Belém (PA), temporariamente, durante o período da COP30, que se estende até 21 de novembro.
Esta não é a primeira vez que o IBGE adota uma perspectiva diferente nos mapas. Em maio deste ano, o instituto havia divulgado uma versão invertida e com o Brasil no centro, com o objetivo de “ressaltar a posição atual de liderança do Brasil em importantes fóruns internacionais como no BRICS e Mercosul e na realização da COP 30 no ano de 2025”. Em 2024, a inclusão de um mapa com o Brasil no centro do Atlas Geográfico Escolar também gerou debates e controvérsias nas redes sociais.








