O mais novo resultado do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)- divulgado na última sexta-feira- traz uma radiografia da Alagoas do início do século XXI: no terceiro estado mais pobre do Brasil, a cada dois alagoanos, um simplesmente não tem renda: ou sobrevive dos benefícios federais ou de esmola. São exatos 1.025.556 habitantes. A pequisa fez a varredura em 2.547.711 pessoas.
Um em cada três recebe até um salário mínimo por mês. Exatos 995.755. E, no outro extremo, os que têm uma renda acima de 20 salários mínimos formam um seleto grupo com menos de 10 mil pessoas. Exatas 7.868.
A pesquisa mostra ainda que 39,4% dos alagoanos não tem carteira assinada, mas a quantidade de empregados, com carteira, é maior: 51,6%.
E o alagoano trabalha bastante para ganhar o pão de cada dia: 39,1% gastam entre 40 e 44 horas semanais no emprego.
A maioria- 441.796- gasta entre seis e 30 minutos para chegar ao trabalho. Mora em uma casa ou apartamento pequeno: dois quartos e cinco cômodos. Só que 17,7% dos domicílios não têm água encanada; mais de meio milhão de casas (ou apartamentos) só tem celular – não tem telefone fixo (534.507).
A televisão é o eletrodoméstico mais comum: dos 842.804 domicílios pesquisados, 787.491 (93,4%). É mais difícil encontrar computador com internet: apenas 15,7% tem o equipamento.
No País, em 2010, o rendimento médio mensal de todos os trabalhos das pessoas ocupadas com rendimento de trabalho foi de R$ 1.345, contra R$ 1.275 em 2000, um ganho real de 5,5%. Enquanto o rendimento médio real dos homens passou de R$ 1.450 para R$ 1.510, de 2000 para 2010, o das mulheres foi de R$ 982 para R$ 1.115. O ganho real foi de 13,5% para as mulheres e 4,1% para os homens. A mulher passou a ganhar 73,8% do rendimento médio de trabalho do homem; em 2000, esse percentual era 67,7%.
As pessoas que ganhavam mais de 20 salários mínimos de rendimento mensal de todos os trabalhos representaram 0,9% da população ocupada do país, em 2010, enquanto a parcela das sem rendimento foi de 6,6% e a das com remuneração até um salário mínimo, 32,7%.








