Hoteis de luxo em restingas e manguezais: a boiada de Salles no Meio Ambiente

A instalação de hoteis de luxo em áreas de manguezal e restinga pode se tornar ainda mais fácil no Brasil, com a derrubada das duas resoluções que protegiam áreas de preservação permanente como restingas e manguezais e restringiam o desmatamento e a ocupação nesses biomas” .

A decisão da era Jair Bolsonaro começou mais atrás, quando o Governo diminuiu o número de membros do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e praticamente retirou representantes da sociedade civil organizada, deixando integrantes do empresariado e do Governo Federal, afinados ao presidente da república.

Antes o conselho tinha 96 membros; agora, 23.

A partir daí ficou mais fácil para o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, passar sua “boiada”. Claro, contando com o beneplácito dos poderes constituídos no Brasil, que protegem o Governo Bolsonaro a qualquer custo.

Foram derrubadas as resoluções 302 e 303, que estavam em vigor desde 2002. “(…) a reunião derrubou a resolução 284/2001, que estabelecia critérios de eficiência de consumo de água e energia necessários para aprovação de projetos de irrigação”.

Estas áreas de preservação permanente nas proximidades do litoral brasileiro despertam interesse do setor imobiliário e de carcinicultores, os produtores de camarão e sem essa preservação, há a possibilidade, por exemplo, de hotéis de luxo se instalarem em áreas de mangues, por toda a região litorânea.

O Governo Bolsonaro vem adotando medidas chamadas de controversas contra o meio ambiente e, principalmente, nas queimadas registradas na Amazônia e no Pantanal. Na ONU, ele culpou índios e caboclos pelas queimadas.

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