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Hapvida prescreve e entrega, de graça, kit-Covid; veja resposta

O hospital Hapvida em Maceió distribui gratuitamente o “remédio do Bolsonaro” (popularmente é chamado assim) contra o coronavírus.

O kit-Covid é entregue gratuitamente a pacientes com sintomas da doença, mesmo sem o resultado dos testes.

No kit, consta a hidroxicloroquina.

“O hospital segue todos os protocolos da covid, conforme determina a OMS”, disse o Hapvida. Veja nota completa abaixo.

Em 16 de outubro, a OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou um estudo em que afirma que a cloroquina/hidroxicloroquina não funcionam no tratamento da covid-19.

“Os resultados preliminares do Solidarity Therapeutics Trial, coordenado pela OMS, indicam que o remdesivir, que a hidroxicloroquina, a combinação lopinavir/ritonavir e os tratamentos à base de interferon parecem ter um pequeno ou inexistente efeito sobre a mortalidade em 28 dias ou no percurso hospitalar da covid-19 entre os pacientes recuperados”, diz trecho do estudo.

Veja nota do Hapvida:

Com mais de 40 anos de atuação, sempre respeitamos a soberania médica quando o objetivo é salvar vidas. Prezamos pela total liberdade da condução terapêutica. Qualquer eventual obrigatoriedade no uso do medicamento não faz parte da conduta da instituição que deve investigar e rever processos internos junto aos seus médicos em prol da liberdade terapêutica.

Tanto que, dentre os 4 mil médicos das emergências e urgências da rede, aproximadamente metade não adotou a prescrição e a outra metade adotou a hidroxicloroquina no tratamento, conforme sugerido em protocolos dinâmicos e sugestivos, elaborados por um comitê médico internacional, que se apoia em evidências clínicas e em critérios do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Diante da excepcionalidade da situação, o CFM emitiu parecer em que propõe “considerar o uso em pacientes com sintomas  leves  no  início  do  quadro  clínico, em que tenham sido descartadas outras viroses (como influenza, H1N1, dengue), e  que  tenham  confirmado  o  diagnóstico  de  COVID  19,  a  critério  do  médico assistente,  em  decisão  compartilhada  com  o  paciente,  sendo  ele  obrigado  a relatar ao doente que não existe até o momento nenhum trabalho que comprove o benefício do uso da droga para o tratamento da COVID 19, explicando os efeitos colaterais  possíveis,  obtendo  o  consentimento  livre  e  esclarecido  do  paciente  ou dos familiares, quando for o caso”.

A medicação é doada pela Fundação Ana Lima, braço social do Sistema Hapvida, aos pacientes, que contam com a prescrição como forma de afiançar o acesso ao tratamento, visto que a medicação não é mais facilmente encontrada à venda nas farmácias das cidades. Importante destacar que não há registros de internações resultantes de qualquer efeito colateral pelo uso do medicamento; que a empresa acompanha atentamente a jornada de todos os pacientes até o desfecho de cada caso.

Para nós, cada vida importa. Não hesitamos na hora de garantir o acesso à saúde, com os melhores protocolos médicos e medicações que se mostraram, em nossa experiência clínica, eficientes no enfrentamento do vírus, sobretudo no início dos sintomas.

Referência CFM: https://portal.cfm.org.br/noticias/cfm-condiciona-uso-de-cloroquina-e-hidroxicloroquina-a-criterio-medico-e-consentimento-do-paciente/

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