Há 33 anos, Câmara aprovou impeachment de Collor

Em uma sessão que entrou para a história, a Câmara dos Deputados aprovou, em 29 de setembro de 1992, o processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, encerrando um dos capítulos mais turbulentos da política nacional desde a redemocratização. A decisão foi motivada por denúncias de corrupção envolvendo o chefe do Executivo e seu ex-tesoureiro de campanha, Paulo César Farias, reveladas meses antes por Pedro Collor, irmão do presidente.

O escândalo provocou uma onda de indignação popular que culminou em manifestações massivas por todo o país. Estudantes, conhecidos como “caras-pintadas”, tomaram as ruas em defesa da ética na política e exigiram a saída de Collor. A pressão social foi decisiva para acelerar o processo no Congresso.

Mesmo após a aprovação do impeachment, Collor tentou evitar a cassação renunciando ao cargo em 29 de dezembro do mesmo ano. A manobra, no entanto, não impediu o julgamento político no Senado, que o declarou inelegível por oito anos. O vice-presidente Itamar Franco assumiu o comando do país e deu início a uma nova fase de reconstrução institucional.

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