Gustavo Petro pede expansão do Pix para Colômbia

Bogotá, Colômbia, 17.04.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é recebido em cerimônia oficial de chegada à Casa de Nariño, na Praça de Armas, em Bogotá, onde se encontra com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou interesse público em adotar o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, em seu país.

Em uma publicação realizada nesta segunda-feira (6) na rede social X, o mandatário solicitou formalmente ao governo brasileiro que estenda a tecnologia ao território colombiano.

A declaração de Petro surge como uma resposta direta a um debate crescente sobre o mecanismo brasileiro, que tem sido alvo de questionamentos por parte da gestão de Donald Trump nos Estados Unidos.

Veja post:

O interesse do governo colombiano ocorre no momento em que a Casa Branca intensifica críticas ao modelo brasileiro de pagamentos digitais.

Na semana passada, um relatório oficial dos Estados Unidos apontou o Pix como uma ferramenta supostamente prejudicial aos interesses de empresas americanas do setor de cartões de crédito, como Visa e Mastercard.

A ofensiva americana contra o sistema brasileiro integra um processo mais amplo de investigação comercial, iniciado em julho de 2025 sob a Seção 301, que apura supostas práticas comerciais desleais que restringiriam o acesso de exportadores norte-americanos ao mercado brasileiro de serviços digitais.

Além de defender a implementação da ferramenta, Gustavo Petro aproveitou a oportunidade para disparar críticas contundentes contra o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Tesouro dos EUA responsável por aplicar sanções internacionais.

Segundo o presidente colombiano, a lista de sanções perdeu sua função original de combate ao narcotráfico, tornando-se, em sua visão, um instrumento de perseguição contra oposições políticas ao redor do globo.

Petro classificou o sistema como “aberrante” e argumentou que a utilização dessas sanções reflete uma incompreensão da extrema-direita sobre a importância da diversidade política para a humanidade.

A declaração de Petro sinaliza um movimento de aproximação técnica com o Brasil e um claro distanciamento da política externa norte-americana.

Enquanto o governo brasileiro lida com as pressões comerciais e as investigações dos Estados Unidos, a sinalização da Colômbia em aderir ao modelo do Banco Central brasileiro projeta uma possível expansão internacional da tecnologia.

O Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre a viabilidade técnica ou diplomática de atender ao pedido de expansão do sistema para o país vizinho.

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