O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou interesse público em adotar o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, em seu país.
Em uma publicação realizada nesta segunda-feira (6) na rede social X, o mandatário solicitou formalmente ao governo brasileiro que estenda a tecnologia ao território colombiano.
A declaração de Petro surge como uma resposta direta a um debate crescente sobre o mecanismo brasileiro, que tem sido alvo de questionamentos por parte da gestão de Donald Trump nos Estados Unidos.
Veja post:
La lista OFAC ya no es un arma contra el narcotráfico, el narcotráfico se burla de ella, y se hospedan en Dubai, allí compran residencia pot unos 4.000 dólares y viven en medio del lujo.
La OFAC solo sirve para perseguir oposiciones políticas y domesticarlas en el mundo. Es un… https://t.co/gzpzWU5pIE
— Gustavo Petro (@petrogustavo) April 4, 2026
O interesse do governo colombiano ocorre no momento em que a Casa Branca intensifica críticas ao modelo brasileiro de pagamentos digitais.
Na semana passada, um relatório oficial dos Estados Unidos apontou o Pix como uma ferramenta supostamente prejudicial aos interesses de empresas americanas do setor de cartões de crédito, como Visa e Mastercard.
A ofensiva americana contra o sistema brasileiro integra um processo mais amplo de investigação comercial, iniciado em julho de 2025 sob a Seção 301, que apura supostas práticas comerciais desleais que restringiriam o acesso de exportadores norte-americanos ao mercado brasileiro de serviços digitais.
Além de defender a implementação da ferramenta, Gustavo Petro aproveitou a oportunidade para disparar críticas contundentes contra o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Tesouro dos EUA responsável por aplicar sanções internacionais.
Segundo o presidente colombiano, a lista de sanções perdeu sua função original de combate ao narcotráfico, tornando-se, em sua visão, um instrumento de perseguição contra oposições políticas ao redor do globo.
Petro classificou o sistema como “aberrante” e argumentou que a utilização dessas sanções reflete uma incompreensão da extrema-direita sobre a importância da diversidade política para a humanidade.
A declaração de Petro sinaliza um movimento de aproximação técnica com o Brasil e um claro distanciamento da política externa norte-americana.
Enquanto o governo brasileiro lida com as pressões comerciais e as investigações dos Estados Unidos, a sinalização da Colômbia em aderir ao modelo do Banco Central brasileiro projeta uma possível expansão internacional da tecnologia.
O Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre a viabilidade técnica ou diplomática de atender ao pedido de expansão do sistema para o país vizinho.









