Diário de Pernambuco
As cidades ribeirinhas banhadas pelo Rio São Francisco terão o privilégio de assistir a um espetáculo de teatro singular. Cordel do amor sem fim, do grupo O Poste Soluções Luminosas, poderia ter escolhido cidades do eixo Rio-São Paulo para se apresentar. Mas a história de paixão, vida e destino de sua protagonista se passa em Cariranha, na Bahia. E foi para os moradores destes locais geralmente esquecidos durante a circulação das companhias cênicas que os atores e o diretor Samuel Santos decidiram mostrar seu trabalho.
Para tanto, aprovaram o projeto de circulação dois editais nacionais – o Prêmio Myriam Muniz de Teatro, do Ministério da Cultura, e o Prêmio Procultura de Estímulo ao Circo, Dança e Teatro, ambos de 2011. Conseguiram R$ 200 mil, R$ 100 mil de cada edital. “Estamos buscando outros canais e caminhos de chegar até o público. Levando o teatro onde as pessoas têm maior carência”, argumenta o diretor Samuel Santos.
Eles viajaram na terça e nesta quarta já se apresentam em Penedo. Serão 40 performances durante a circulação. Até julho, com o patrocínio do Myriam Muniz, os sete integrantes do grupo excursionam também por cidades ribeirinhas da Bahia, Minas Gerais e Pernambuco. Até março de 2013, seguem com o Procultura, indo para algumas capitais nordestinas e Belo Horizonte.
Além das apresentações, que nem sempre serão realizadas em teatros, justamente pela falta destes espaços nas cidades, a companhia também promoverá debates, palestras e oficina de teatro. O texto de Cordel do amor sem fim conta a saga de três irmãs que moram à beira do Rio São Francisco – a sonhadora Tereza, Madalena, a mais velha, e a misteriosa Carminha. Elas conviviam em paz até a chegada de um forasteiro, pelo qual Tereza se apaixona. Em 2011, a peça viajou por festivais nacionais, incluindo Porto Alegre e Londrina.








