A greve da educação arranha a imagem da administração Renan Filho (PMDB).
E a tendência é piorar- diante da escolha (errada) de Renan em judicializar a greve, método usado sem sucesso pelo seu antecessor, Teotonio Vilela Filho (PSDB).
Mais ainda porque, no meio deste embate, a deputada Jó Pereira, na Assembleia Legislativa, leva adiante a proposta das emendas impositivas, obrigando o Governo a liberar dinheiro para obras nas bases dos deputados.
E fica a escolha: o deputado-aliado ou o professor?
É verdade que o Governo busca a maioria e a Assembleia funciona como todo parlamento brasileiro: a relação toma-lá, dá-cá.
Porém, no imaginário das ruas, se o Governo mostra o extrato bancário dos cofres estaduais, é porque falta dinheiro a todos. Uma lei sem exceções, certo?
Nem sempre…
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Contra o veneno, o remédio.
Ou: do limão, faz-se a limonada.
De longe, o vice-governador e secretário de Educação, Luciano Barbosa, é o mais arredio no trato com a própria imagem da pasta.
Em recente encontro, com os secretários, para definir a relação Governo-imprensa, Luciano não apareceu.
Renan Filho usou linguagem mais dura: a de mostrar o trabalho.
Assim, Luciano fará o quê não gosta: sair do gabinete para falar nos meios de comunicação.
Começa esta semana. E, na pauta, a trapalhada do passe livre, as escolas em tempo integral e a Prefeitura de Arapiraca.
Ele será o candidato no lugar de Célia Rocha? Se não, vai subir no palanque de Célia ou do empresário Adoniran Guerra?
