O secretário da Fazenda, George Santoro, mostrou nesta segunda-feira, que os cofres estaduais esbanjam dinheiro.
Ótima notícia em tempos de Bolsonaro.
Apesar de Brasília, a previsão de crescimento do PIB alagoano para este ano é de 2,30%.
A receita tributária cresceu 6,65%, ano passado.
O Governo teve R$ 526 milhões em caixa ano passado. Recursos próprios. Menos que os R$ 640 milhões em 2018.
Mesmo assim, Santoro mostrou que há dinheiro para novos hospitais, centros de segurança, asfalto etc.
Então, quando Renan Filho vai colocar para funcionar o Plano Estadual de Erradicação da Pobreza?
570 mil pessoas estão na pobreza extrema no Estado. Equivale a 1/4 da nossa população.
E mesmos os números punjantes no Governo não ajudam a segurar o avanço da pobreza.
Ou seja: o bolo ainda não é repartido.
Segundo o IBGE, 12,5% dos alagoanos estavam na pobreza extrema em 2015. Em 2018, 17,2%.
Inaugurar estradas em meio a pobres ainda mais pobres é bom para quem?
O pobre alagoano é diferente do pobre catarinense ou paulista.
Nosso pobre é decrépito, banguela, maltrapilho. Não é só uma condição financeira. Nosso pobre tem a natureza psicológica devastada, anulada por um Estado cheio de sinecuras.
Resultado também da secular cultura da cana; da escravidão que ainda permanece nas relações socioeconômicas com os usineiros.
Ninguém no poder público representa o nosso pobre. Ao contrário. Há até quem conseguiu votos por expor pobres humilhados em revistas policiais.
Um plano contra a pobreza viria a calhar para o futuro político de Renan Filho. Ele não quer ser apenas um herdeiro do pai, o senador Renan Calheiros. Quer mais. Assim como nossos pobres merecem mais.
E finalmente a gente sairia da era de ideias mirabolantes que marcam todos os inícios de Governo no Estado para uma política séria, estruturante, relevante, menos religiosa e determinista e mais científica.
Até quando o nosso bolo social e econômico continuará sem ser repartido?





