O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), dará início, no próximo mês, a uma extensa agenda de viagens por todo o país. O programa “Governo do Brasil na Rua” pretende levar as principais políticas públicas do Palácio do Planalto diretamente à população, com foco especial nas periferias e na base da pirâmide social.
A jornada começa em fevereiro pelas capitais Macapá e Porto Alegre. O cronograma é intenso: antes do carnaval, Boulos deve passar por Palmas e Teresina. Na sequência, o roteiro inclui Goiânia, Vitória, Natal, Rio de Janeiro e Belém. A meta é visitar os 26 estados e o Distrito Federal até o dia 26 de junho.
Mais que propaganda: busca ativa por beneficiários
Diferente de uma agenda meramente institucional, o “Governo na Rua” foca na busca ativa. A estratégia envolve explicar e cadastrar cidadãos em projetos de 11 ministérios diferentes. Entre os programas prioritários estão:
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Pé de Meia: Incentivo financeiro para estudantes do ensino médio.
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Acredita: Programa de crédito para microempreendedores e inscritos no CadÚnico.
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Reforma Casa Brasil: Iniciativa voltada para melhorias habitacionais.
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Aqui Tem Especialistas: Expansão do acesso a médicos e profissionais de saúde.
O objetivo é garantir que os recursos cheguem a quem tem direito, mas muitas vezes não possui as informações necessárias para acessar os benefícios.
A missão dada por Lula: reconexão com a base
A nomeação de Boulos para a Secretaria-Geral teve um propósito estratégico traçado pelo presidente Lula: reforçar a capilaridade social do governo. O ministro tem o desafio de atuar como uma ponte entre o Executivo e os movimentos populares, aumentando a presença da militância e do próprio Estado nos bairros mais afastados dos centros políticos.
Além das agendas de rua, Boulos investirá em comunicação regional. Estão previstas entrevistas para rádios e TVs locais em cada parada, além de reuniões fechadas com lideranças sociais de cada estado.
A estratégia é vista por analistas políticos como uma tentativa de neutralizar o desgaste da imagem do governo em setores da periferia e consolidar o apoio de eleitores que se distanciaram da base governista nos últimos anos.
*Com Agências
