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Governo de Alagoas quer segurança sem educação?

Enquanto alagoanos temos o direito de questionar o governador Paulo Dantas sobre sua gestão, que de acordo com a representatividade democrática, deve amparar os interesses da sociedade acima de qualquer outro. Sempre é oportuno lembrar que a maior parte dos votos que Dantas recebeu ao ser eleito, migraram em sua direção na esperança de manter a democracia, pois era no contexto turbulento de uma campanha bolsonarista que ele assumia essa perspectiva diante do eleitorado, como opção oposta.

Contudo, no poder, Dantas repete caminhos conhecidos, por terem sido abertos na política alagoana por coronéis do passado. Um dos reflexos inegáveis dessa postura política arcaica é menosprezar o clamor dos educadores, que batalham por condições dignas de trabalho e elevar a ofensiva da propaganda policialesca como solução para os problemas sociais, criando um reforço de marginalização da pobreza no imaginário coletivo.

A gestão de Paulo Dantas amealha contornos de autoritarismo em vários aspectos, e isso a história não deixará de contar. Urge equilibrar essa relação, afinal, a um governador não compete assumir ares de imperador, pois o processo democrático ainda inclui as demandas sociais como prioritárias, e sem educação a sociedade não reflete bem estar, mas ao contrário, tende a acirrar conflitos por conta da base desigual, que é sempre desumana e pode levar ao caos.

Basta de ações violentas em situações limites, quando a maior parte dos problemas podem ser evitados com investimentos salutares na qualidade educacional. Nosso país tem políticas econômicas para garantir educação de qualidade valorizando os professores e demais trabalhadores da educação. Quando este esquema estratégico não funciona a contento, a segurança pública sozinha não garante paz, mas pode colaborar para a repetição de chacinas executadas pelo Estado, algo que não podemos mais tolerar nas páginas da história alagoana.

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