A abertura do ano legislativo de 2026 trouxe uma sinalização contundente para o mercado de trabalho brasileiro. Em conversa com a imprensa nesta segunda-feira (02/02), o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, elevou o fim da escala de trabalho 6×1 ao topo da lista de urgências do Palácio do Planalto, classificando a medida como uma “prioridade ampla, geral e absoluta”.
A proposta, que visa extinguir o modelo em que o funcionário trabalha seis dias para folgar apenas um, já consta na mensagem presidencial enviada ao Legislativo. Segundo Randolfe, o objetivo é aproveitar o fôlego deste primeiro semestre para consolidar a mudança.
Embora existam projetos de lei sobre o tema já em tramitação, o governo não descarta uma cartada mais incisiva: caso o debate no Congresso estagne, o próprio Poder Executivo poderá enviar um projeto de lei específico para acelerar o processo.
“É uma hipótese que nós não descartamos, é uma hipótese possível. Mas nós queremos dialogar com os presidentes das casas”, explicou o senador, referindo-se a Hugo Motta (Republicanos-PB), na Câmara, e Davi Alcolumbre (União-AP), no Senado.
Randolfe demonstrou otimismo, afirmando que a relação entre os poderes vive um momento de “bom entendimento”, o que facilitaria a aprovação de pautas sociais mesmo em um ano de calendário apertado devido às eleições.
A ofensiva contra a escala 6×1 faz parte de um pacote de medidas populares que o governo tenta consolidar no início de 2026.
Durante a entrevista, o líder governista relembrou conquistas recentes, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o aumento real do salário mínimo.
Ele também citou o programa “Gás do Povo” como um exemplo do foco da gestão em aliviar o custo de vida dos brasileiros neste primeiro mês do ano.








