O governo federal iniciou uma ofensiva junto à sua base aliada no Congresso para garantir que a transição para o fim da escala de trabalho 6×1 seja implementada em, no máximo, dois anos.
A proposta central prevê uma redução escalonada da jornada semanal, que cairia das atuais 44 horas para 40 horas até 2028, reduzindo duas horas a cada ano.
A estratégia busca acelerar a mudança social, enquanto o Legislativo corre contra o tempo para promulgar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) até agosto deste ano.
A pressa do Executivo, no entanto, encontra resistência em setores produtivos.
Sindicatos patronais e representantes do setor de serviços pressionam por um cronograma mais longo, de quatro anos, argumentando que o mercado de trabalho necessita de um fôlego maior para adaptação logística e financeira.
Sob esse modelo, a escala 5×2 e a jornada de 40 horas seriam plenamente atingidas apenas em 2030.
Esse prazo ampliado conta com a simpatia do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que avalia o período de quatro anos como uma alternativa razoável para o equilíbrio econômico.
A divergência de prazos coloca em evidência o papel do relator da comissão especial, Leo Prates (Republicanos-BA).
Em posicionamento recente, o parlamentar indicou que seu relatório deve seguir o desejo do governo, mantendo a transição mais curta, de 24 meses.
Para evitar que o texto sofra alterações drásticas ou trave em etapas futuras, Hugo Motta deve se reunir nos próximos dias com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), buscando um alinhamento político que dê celeridade e segurança jurídica à proposta antes da votação final.






