O governo brasileiro está em tratativas para viabilizar a saída de autoridades que permanecem em Israel após o agravamento do conflito na região. Entre os brasileiros estão prefeitos e secretários municipais que participavam de visitas oficiais ao país a convite do governo israelense. A operação de repatriação, no entanto, depende de garantias mínimas de segurança para ser executada.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE), em conjunto com a Força Aérea Brasileira (FAB), coordena os esforços logísticos, mas esbarra na suspensão de voos comerciais em Tel Aviv desde o início das hostilidades com o Irã.
Como alternativa, o Itamaraty também negocia com a Jordânia a possibilidade de uma evacuação por via terrestre.
Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o Brasil solicitou ao governo israelense um “tratamento prioritário” para garantir o retorno seguro das delegações. A embaixada de Israel no Brasil afirmou que mantém contato constante com os brasileiros no país e está empenhada em oferecer rotas seguras de saída.
Apesar dos esforços, ainda não há uma data definida para a repatriação. O Itamaraty reforçou o alerta para que cidadãos brasileiros evitem viagens a áreas de conflito no Oriente Médio, como Israel, Irã, Líbano, Síria, Jordânia, Palestina e Iraque.
