O governo federal intensificou a descentralização de recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), delegando mais verba a estados e municípios para a execução de obras públicas. Apesar do esforço para ampliar a capilaridade dos investimentos, o ritmo de entrega dos projetos preocupa o Palácio do Planalto, especialmente diante da proximidade do calendário eleitoral de 2026.
Segundo levantamento divulgado pelo jornal _O Globo_, cerca de R$ 16,7 bilhões já foram liberados para obras em áreas como saúde e educação, mas ainda não foram desembolsados por falta de comprovação da execução dos empreendimentos. A maioria dos projetos foi sugerida por prefeitos e governadores por meio do PAC Seleções, e depende da gestão local para avançar.
A Casa Civil, responsável pela coordenação do programa, tem adotado estratégias para acelerar os processos, como o empenho integral dos valores previstos para obras de infraestrutura. A medida busca dar previsibilidade financeira às construtoras e pressionar os entes federativos a agilizar a entrega dos equipamentos públicos.
Apesar de o Novo PAC já ter executado mais da metade dos investimentos previstos até 2026 — cerca de R$ 711 bilhões de um total de R$ 1,3 trilhão — apenas 16,6% das obras foram concluídas até dezembro de 2024. O restante está em diferentes fases, como licitação, contratação ou elaboração de projetos técnicos.
No governo, há o temor de que o país se transforme em um “canteiro de obras inacabadas”, o que poderia ser explorado por adversários políticos durante a campanha presidencial.
