Cada vez mais isolado e errático na presidência da república, Jair Bolsonaro virou um rei sem trono. E quem preside o país são os governadores.
Curioso: existem, entre os governadores, três candidatos à presidência da república. Mas eles se encontraram num lugar comum: o espaço – sem aglomerações- do coronavirus. E ninguém agride ninguém. Há um código de conduta entre eles, ações comuns elaboradas, planos, estratégias.
De fato, Bolsonaro não precisa sofrer processo de impeachment. É um líder que não lidera nada, desacreditado pelos governadores e principalmente dentro do próprio governo.
A “cura” do coronavirus, a abertura de igrejas e templos, a conspiração chinesa contra o mundo: todos fazem ouvidos de mercador. E o presidente, de rei, vai virando o bobo da corte.
A democracia se reinventa no Brasil
