A desistência de Pedro do Big Brother Brasil 26, ocorrida na noite deste domingo (18), parece ter sido o desfecho de uma panela de pressão que fervia nos bastidores da TV Globo.
Antes mesmo de o participante apertar o botão, informações apuradas pela jornalista Fábia Oliveira e pelo colunista Gabriel Perline indicavam que a cúpula da emissora já considerava a presença do ambulante insustentável para o modelo de negócios do reality.
O descontentamento não vinha apenas do público, mas principalmente do setor comercial. Marcas que investem milhões no programa teriam demonstrado revolta com as atitudes de Pedro, evitando qualquer associação de seus produtos à imagem do “brother”.
Segundo Perline, o consenso nos corredores da emissora era de que o curitibano precisava deixar a competição o quanto antes para preservar a relação com os patrocinadores, que já haviam deixado de incluí-lo em ações nas redes sociais.
Para acelerar esse processo, a direção do programa teria adotado uma estratégia agressiva: intensificar a exibição das contradições e deslizes de Pedro nas edições ao vivo. O objetivo era expor o comportamento do integrante do grupo Pipoca para garantir sua eliminação pelo público no primeiro paredão que enfrentasse.
As polêmicas que motivaram essa “atitude desesperada” da emissora foram variadas. No último sábado, o clima pesou quando Pedro sujou, com própolis, um casaco de Marina Sena que pertence a Juliano Floss.
A peça, de alto valor afetivo, foi o estopim para uma explosão do dançarino: “Você é o cara mais sem-noção que eu conheço na minha vida! Era só falar que você derrubou”, esbravejou Juliano.
A conduta de Pedro também foi duramente repreendida por veteranos da casa. Babu Santana não poupou críticas à falta de cuidado do colega com os pertences alheios. “Você não pode agredir, nem depredar as coisas das pessoas. Você quer elaborar um jogo todo estranho. Coisa feia”, disparou o ator.
Com a desistência oficializada após a grave acusação de assédio feita por Jordana, a Globo encerra um ciclo conturbado que ameaçava a estabilidade comercial da edição.
