O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), iniciado nesta terça-feira (02/09), foi classificado pela ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, como o “fim de um ciclo histórico” para o Brasil.
Em suas redes sociais, a ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) afirmou que o país tem “um encontro marcado com a democracia” e que o processo visa responsabilizar aqueles que “atentavam contra o estado de direito e os governos eleitos pelo povo”.
Em sua publicação, Gleisi ressaltou que todos os ritos do devido processo legal, incluindo a presunção de inocência e o direito de defesa, foram “rigorosamente observados”.
Ela contrastou o cenário atual com o de “ditaduras do passado ou naquela que os réus, civis e militares, tentaram nos impor”. A ministra concluiu seu texto desejando que a decisão da Justiça afirme ao Brasil e ao mundo “que a era dos golpes e do arbítrio acabou”.
O julgamento de Bolsonaro e de mais sete aliados começou sob forte esquema de segurança e com a atenção da imprensa nacional e internacional.
A Praça dos Três Poderes amanheceu cercada por grades, e a Polícia Judicial realizou varreduras com cães no prédio do STF antes da sessão. O tribunal recebeu mais de 3 mil inscrições para acompanhar o julgamento, sendo 501 de profissionais de imprensa credenciados.
O grupo de réus, chamado de “núcleo crucial”, é composto por figuras-chave do governo anterior, como o deputado federal Alexandre Ramagem, o almirante Almir Garnier Santos, e os generais Augusto Heleno e Walter Braga Netto. Além deles, também são réus os ex-ministros Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira, e o tenente-coronel Mauro Cid.
Até o momento, a previsão é que apenas Paulo Sérgio Nogueira acompanhe o julgamento presencialmente. O advogado de Jair Bolsonaro, Celso Vilardi, informou que o ex-presidente não compareceu por motivos de saúde.








