A criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) movimentou os bastidores do Congresso Nacional, e um nome alagoano desponta como possível relator do colegiado: o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A indicação ainda não foi oficializada, mas o parlamentar é um dos três nomes defendidos pelo Partido Liberal (PL) para assumir a relatoria, ao lado de Mendonça Filho (União-PE) e Evair de Melo (PP-ES).
A CPMI foi oficialmente criada no dia 17 de junho, após leitura do requerimento pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP). O colegiado terá 30 membros titulares — 15 deputados e 15 senadores — e igual número de suplentes. A comissão foi motivada por denúncias de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, reveladas por uma série de reportagens investigativas que apontaram um esquema bilionário envolvendo entidades sindicais e omissão de autoridades públicas.
Alfredo Gaspar, ex-procurador-geral de Justiça de Alagoas e conhecido por seu perfil combativo, comemorou publicamente a instalação da CPMI, classificando-a como uma “vitória do povo brasileiro” e prometendo rigor na apuração dos responsáveis pelas fraudes. Sua postura firme e experiência jurídica são vistas como trunfos para conduzir uma relatoria técnica e independente, o que tem agradado tanto setores da oposição quanto parlamentares do chamado Centrão.
A escolha do relator, no entanto, é alvo de intensas negociações. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem sinalizado preferência por um nome de centro, buscando evitar que a comissão se transforme em um palco de embates ideológicos. A presidência da CPMI deve ficar com o senador Omar Aziz (PSD-AM), o que reforça a tendência de equilíbrio político na condução dos trabalhos.
A expectativa é que a definição dos nomes ocorra antes do recesso parlamentar, previsto para meados de julho.








