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Gasolina com 30% de etanol começa a valer; diesel também terá nova mistura obrigatória

Posto de combustível

A partir desta sexta-feira, 1º de agosto, entra em vigor no Brasil a nova composição da gasolina com 30% de etanol anidro, conhecida como E30. A medida foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em junho e também eleva a mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 14% para 15%, o chamado B15.

A mudança tem como objetivo reduzir a dependência do país em relação à gasolina importada, estimular a produção nacional de biocombustíveis e gerar impactos positivos na economia e no meio ambiente. Segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia, a adoção do E30 pode diminuir o consumo de gasolina A em até 1,36 bilhão de litros por ano e aumentar o uso de etanol anidro em até 1,46 bilhão de litros.

Com a nova mistura, o Brasil deve deixar de ser importador líquido de gasolina, podendo gerar um excedente exportável de até 700 milhões de litros por ano. Além disso, o governo projeta uma redução de até R$ 0,11 no preço do litro da gasolina, o que representa uma economia significativa para motoristas. Para quem roda cerca de 7.500 quilômetros por mês, como taxistas e motoristas de aplicativo, a economia pode chegar a R$ 150 mensais ou R$ 1.800 ao ano.

No caso do biodiesel, a expectativa é de uma economia de até R$ 960 por ano para caminhoneiros que percorrem cerca de 12 mil quilômetros por mês. A medida também deve atrair mais de R$ 15 bilhões em investimentos para o setor de biocombustíveis.

Antes de ser implementada, a nova composição passou por testes conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, que confirmaram a viabilidade técnica do E30 para veículos movidos exclusivamente a gasolina. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) participou dos estudos e considerou os resultados positivos, destacando que não há prejuízos ao desempenho ou à durabilidade dos motores.

A iniciativa faz parte da Lei do Combustível do Futuro e é considerada um passo importante na transição energética brasileira, com potencial para reduzir emissões de gases de efeito estufa e fortalecer a cadeia produtiva da cana-de-açúcar e do etanol.

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