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Galego da Rima e os ônibus de Maceió

A sobrevivência como arte ou a arte como sobrevivência? Fato, é que para sobrevivermos todos precisamos de artes e artistas, assim como eles precisam de incentivo e valorização do trabalho que executam.

Em uma sociedade desigual as chances são diferentes e as injustiças mesclam muitas histórias, mas nem isso consegue imobilizar a juventude buliçosa; e gente como o Galego da Rima, circula pelos ônibus de Maceió alegrando e dando ritmo à sua criativa capacidade de comunicação através de rimas espontâneas.

Toda beleza da arte de rua deve encantar e ser acolhida pelos transeuntes, que muitas vezes estão imersos na opacidade dos seus próprios desafios pessoais, olhando sem enxergar. Mas a abordagem individual da rima cativa, arranca sorrisos inesperados e também esbarra em muros frios, de olhares indiferentes.

O Galego é gentil, trabalha com educação e percebe quando não vale a pena insistir. Segue agradecendo a quem colabora com dinheiro e diz que assim consegue ganhar o pão, mas nós sabemos que merecia muito mais. Assim como tantos outros jovens, que não tendo este talento, também merecem oportunidades dignas de sobrevivência.

A arte é um eco. O artista é um representante amostral do que a sociedade tem, busca e merece. Ao Galego da Rima desejamos sucesso, mesmo em um mundo pouco afeito à poesia, mas necessitado de beleza cotidiana. Que sua rima lhe traga mais que arrimo.

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