O julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) teve um momento de tensão nesta terça-feira (9), com uma possível divergência entre os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, e Luiz Fux.
A sinalização de Fux ocorreu logo nos primeiros minutos da leitura do voto de Moraes, que deve reiterar sua discordância em relação à competência do colegiado para julgar o caso.
Fux pediu a palavra para indicar que “voltaria a elas” quando chegasse a sua vez de votar. Ele fez questão de ressaltar que sempre foi vencido em sua posição.
A discordância diz respeito ao local de julgamento da investigação: para Fux, o caso deveria ser analisado pelo plenário do STF, com o quórum completo de ministros, e não pela Primeira Turma, que é um colegiado menor.
Moraes, por sua vez, lembrou que a maioria das preliminares apresentadas pela defesa foi afastada por unanimidade, inclusive com o voto de Fux.
No entanto, o ponto da competência da Primeira Turma é o único que o ministro Fux deve reiterar sua divergência.
Fux é o terceiro a votar, após Moraes e o ministro Flávio Dino, e antes da ministra Cármen Lúcia e do presidente do colegiado, Cristiano Zanin.
