BLOG

Futuro dos moradores da favela de Jaraguá vira ‘raio X’ da era Rui Palmeira

Após a reintegração de posse da Prefeitura de Maceió em cima do terreno onde era a favela de Jaraguá, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) assinou um compromisso caro demais, 16 meses antes das eleições- e ele quer bis no cargo: construir o centro pesqueiro para que a favela seja oficializada como um empreendimento gerador de empregos.

O compromisso é caro porque poucos- raros, talvez- aliados dele, principalmente na Câmara de Vereadores, acreditam que a ideia sairá do papel. E há muitos motivos, incluindo a pressão do mercado imobiliário não pelo terreno que pertence à Marinha, mas a área ao redor do estacionamento de Jaraguá.

Quem será o fiador da palavra do prefeito de Maceió? O próprio Rui Palmeira.

O centro pesqueiro- diz a Prefeitura- está garantido desde 2012. Se sair do papel muda a rotina da Vila dos Pescadores. A produção- de artesanal- será também em larga escala.

Virará um exemplo para o Brasil: caso raro de favela que virará empreendimento comercial. Melhor: em um Governo tucano. E o PSDB tem poucos (ótimos) exemplos a mostrar ao país quando o assunto é gestão.

(E não apenas o PSDB: todos os prefeitos e governadores estão mal avaliados em meio ao ajuste fiscal federal)

Diz assim, a Prefeitura (promessa a ser anotada): “O espaço vai garantir um mercado de peixe com área de vendas, 60 depósitos para armazenar o pescado, três estaleiros para fabricação e conserto de barcos, uma fábrica de gelo, um galpão com 30 depósitos para acondicionamento do material de pesca e seis oficinas”

Vinte e quatro horas após a reintegração de posse, as famílias foram transferidas para a escola Nosso Lar I- antigo Hélio Lemos. De lá foram expulsos. Pais e mães dizem que seus filhos ficaram três meses sem aula. E a transferência das famílias para a escola inviabilizaria o calendário escolar.

Foram então, as famílias, para a escola Rui Palmeira, onde foram recusados pelos mesmos motivos.

Daí Rui Palmeira autorizou que os antigos moradores da favela de Jaraguá fossem transferidos para a creche, em construção (obras paradas, diga-se) ao lado da Secretaria Municipal de Educação.

A Prefeitura garante que o improviso dura até sábado quando as famílias vão para o aluguel social.

Alugueis sociais costumam atrasar os pagamentos. Assim como a execução de obras públicas- neste caso, o centro pesqueiro.

Quem terá razão no final? Espera-se que Rui Palmeira.

SOBRE O AUTOR

..