Fracassa mega-operação das polícias para combate ao crime

A operação Atalaia tinha um significado maior: subsidiaria relatórios do Governo que seriam enviados a Brasília na quarta-feira, convencendo o Governo Federal a ajudar o Estadual no combate ao crime no Estado mais violento do Brasil, pelos dados do Ministério da Justiça

Prevista para ser a maior resposta do Governo à onda de violência que assusta o alagoano, a Operação Atalaia- com envolvimento das polícias- fracassou. Apenas cinco pessoas foram presas na parte baixa da capital- área com o maior número de roubo de carros.

Nos saldos da Polícia Militar, duas pessoas foram presas em flagrante, por tráfico de drogas (elas eram procuradas pela polícia); duas pessoas suspeitas por roubo;  e um menor, liberado em seguida. Foram realizadas 213 abordagens, com três veículos apreendidos, duas habilitações vencidas e recolhidas e cinco autuações de infração de trânsito.

“O objetivo da Operação Atalaia é propiciar uma maior sensação de segurança junto à população alagoana. Primeiramente, será realizada na parte baixa da cidade, visando reduzir os índices criminais, com operações tipo blitz e abordagens feitas por policiais militares nos diversos processos de policiamento ostensivo, ao final será feita uma avaliação a fim de definir sua extensão até outros pontos da cidade”, disse o comandante da PM, coronel Luciano Silva, que acompanhou a operação.

Mas, a operação tinha um significado maior: subsidiaria relatórios do Governo que seriam enviados a Brasília na quarta-feira, convencendo o Governo Federal a ajudar o Estadual no combate ao crime no Estado mais violento do Brasil, pelos dados do Ministério da Justiça.

A Operação Atalaia estourou duas semanas após o assassinato do médico José Alfredo, morto durante assalto, com tiro nas costas, no Corredor Vera Arruda, área nobre da capital- palco da operação das polícias.

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