Novos diálogos publicados no Intercept mostram que Sérgio Moro orientou os procuradores da Lava Jato a atacarem Lula.
Os procuradores, dirigidos por Moro, usaram a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal para publicar uma nota refutando o “showzinho da defesa”, referindo-se aos advogados do ex-presidente.
Moro é chamado pelo site de coordenador informal da acusação no processo do triplex de Guarujá, que levou Lula para a prisão.
Moro era juiz federal mas também atuava como chefe dos procuradores da Lava Jato, segundo mostram os diálogos no Intercept. Já são seis reportagens devastadoras publicadas em 1 semana.
O Conselho Federal da OAB recomendou, por unanimidade, o afastamento de Moro do Ministério da Justiça. Jair Bolsonaro disse que não, e apareceu várias vezes, publicamente, com seu ministro.
Ele quer ignorar o tamanho da crise, mas o centrão, na Câmara dos Deputados, começa a se articular para aprovar o pacote anti-Moro, criminalizando magistrados ou integrantes do Ministério Público Federal que favoreçam indevidamente uma das partes.
Eles querem ainda alterar a lei de delações.
E o Palácio do Planalto vai perdendo, mais e mais, o protagonismo na vida política do país.
Há um buraco ao redor de Moro e Bolsonaro.
No Palácio trabalha o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, o general de pijamas Augusto Heleno. Em um café com jornalistas, ele defendeu que Lula merece prisão perpétua.
É o comportamento de um ministro que ignora a Constituição Federal. No Brasil, não existe nem prisão perpétua nem pena de morte. O general usou apenas um truque: alimentar o tribunal bolsonarista na internet, cujas leis não valem para todos.
Só para os inimigos de Bolsonaro.
O dono do Intercept, Gleen Greenwald, é alvo destes inimigos.
Um abaixo-assinado que circula na internet pede que o presidente extradite o jornalista.
Porque ele revelou os bastidores da Operação Lava Jato.
Os Bolsonaro não incentivam abaixo-assinado contra o Queiroz ou as milícias.
Porque aos amigos existem os favores da lei. Os poderes constituídos no Brasil, do Ministério Público Federal ao STF mais STJ são responsáveis pelo desmonte de um país.
Prévia do PIB, divulgada pelo Banco Central, mostra queda de 0,47% em abril.
É o quarto mês seguido de retração.
A economia virou resultado da bagunça que se instalou no Brasil, em nome do ódio e do custe o que custar que elegeram Bolsonaro.
Seis em cada dez famílias estão endividadas. Muitas já dizem que não podem pagar e estão penduradas no cartão de crédito e suas taxas de juros de fazer inveja aos agiotas.
Caminhamos para a recessão e o ambiente político só tende a piorar. Ninguém tem uma solução para o Brasil de hoje.
A esperança está nas ruas, como as manifestações contra a reforma da Previdência.
Fora das ruas não há salvação.
