Flávio Bolsonaro usa mesma versão de Wassef para negar vazamento de operação

O senador Flávio Bolsonaro usou a mesma versão do, na época, seu advogado, Frederick Wassef, para rebater a informação que ele havia tomado conhecimento da Operação Furna de Onça, da Polícia Federal, antes de sua divulgação.

O empresário Paulo Marinho, ex-aliado dos Bolsonaro, disse que o gabinete de Flavio foi informado com antecedência da investigação sobre as “rachadinhas”.

No centro, está Fabrício Queiroz, exonerado dias antes da operação.

Em 20 de maio, Wassef disse ao UOL: “‘O funcionário [Queiroz] saiu no dia tal’… É pura ilação. Vários outros saíram em vários dias, isso não quer dizer nada. Era fim de mandato, ele iria sair de qualquer jeito e ia voltar para a Polícia Militar, iria para a reserva e teria direito a sua aposentadoria”.

Flávio deu versão quase idêntica, na PF, em 20 de julho:”Quando ele [Queiroz] pediu para sair ele falou pra mim duas coisas: ‘chefe, eu vou, eu tenho que fazer meu processo de passagem para a reserva da polícia militar’. Ele parece que tinha […], quando estava à disposição na assembleia, ele tinha que retornar à corporação . Aí ele aproveitava pra cuidar da saúde dele”.

Queiroz foi exonerado em 15 de outubro de 2018. O ato foi publicado no diário oficial um dia depois.

Em 8 de novembro estoura a operação Furna de Onça. A operação não foi deflagrada antes, disse o desembargador Abel Gomes, relator da Operação no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), para não se dizer que ela tinha objetivo político.

Em 21 de novembro, ato do comandante geral do Rio transfere Queiroz para a reserva remunerada. O ato foi publicado no diário de 23 de novembro.

No relatório final preliminar da operação, datado de 5 de dezembro de 2018, enviado ao Ministério Público Federal e ao Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2), falava-se da suspeita de vazamento da operação.

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