A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República decidiu encomendar uma pesquisa interna para mapear o impacto eleitoral das conversas vazadas entre ele e o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Segundo informações da CNN Brasil, o levantamento, previsto para começar na próxima semana, busca identificar o nível de conhecimento da população sobre o caso e a aceitação da justificativa do parlamentar.
A defesa sustenta que o contato com Vorcaro, atualmente investigado por fraude financeira, restringiu-se a um pedido de patrocínio privado para o documentário “Dark Horse”, que narra a trajetória de Jair Bolsonaro.
O núcleo político da campanha admite que as mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil, que mencionam tratativas de aproximadamente R$ 134 milhões para a produção audiovisual, abriram uma frente de crise inesperada.
Apesar disso, a avaliação interna no quartel-general em Brasília é de que o episódio ainda não tem força para inviabilizar a candidatura.
A estratégia traçada para os próximos dias é manter a agenda de viagens pelo país, sinalizando normalidade e confiança, enquanto se monitora a adesão das críticas da oposição nas redes sociais.
A revelação dos áudios e documentos causou surpresa e desconforto entre aliados próximos, que questionaram o senador diversas vezes sobre possíveis ligações com o banqueiro antes da divulgação da reportagem.
Flávio Bolsonaro negou reiteradamente qualquer risco de novos vazamentos e assegurou que as conversas ocorreram apenas em dezembro de 2024, período em que o governo de seu pai já havia se encerrado e Vorcaro ainda não enfrentava suspeitas públicas.
Em nota oficial, o senador enfatizou que a busca por recursos foi estritamente privada, sem uso de verbas públicas ou leis de incentivo fiscal.
Como forma de passar da defensiva ao ataque, o senador intensificou o discurso pela instalação de uma CPI no Congresso para investigar o Banco Master.
Flávio argumenta que sua relação foi comercial e transparente, diferentemente de supostas ligações entre representantes do governo atual e o banqueiro.
Ao defender a investigação parlamentar, o pré-candidato tenta desvincular sua imagem das suspeitas que cercam a instituição financeira e transferir o foco do desgaste político para seus adversários.








