O presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha com a expectativa de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que revisa a jornada de trabalho 6×1 seja definitivamente aprovada pelo Congresso Nacional até o fim de maio.
O cronograma do Palácio do Planalto prevê um avanço importante já nos próximos dias, com a votação do texto pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
Após essa etapa, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve dar celeridade ao rito legislativo, anunciando a criação de uma comissão especial e a escolha de um relator alinhado ao mérito da proposta.
Embora o desejo inicial do governo fosse entregar a nova medida como um marco para o Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, entraves na tramitação e a complexidade do debate político forçaram o adiamento do prazo.
Atualmente, o principal ponto de discussão nos bastidores do Congresso gira em torno da implementação de uma regra de transição, defendida por diversos setores para permitir que a iniciativa privada adapte seus custos e logística operacional à nova realidade de descanso dos funcionários.
Contudo, a orientação dada à base governista é para que se priorize a aplicação imediata da escala 5×2.
A pressa do Executivo possui um forte componente estratégico focado na popularidade da gestão e nas pretensões de reeleição de Lula.
O governo avalia que o benefício direto ao trabalhador precisa ser sentido de forma instantânea, temendo que uma transição prolongada dilua o capital político da medida e reduza o impacto positivo da proposta junto ao eleitorado, que é o principal alvo desta ofensiva social.
*Com Agências









