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Filipe Barros usará poder para evitar cassação de Eduardo Bolsonaro

O deputado federal Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados, afirmou que pode utilizar a comissão para evitar a cassação de seu aliado, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A declaração foi feita em entrevista ao Metrópoles e ocorre em meio a quatro pedidos de cassação enviados ao Conselho de Ética da Câmara contra o filho do ex-presidente.

Barros defendeu a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde o parlamentar está por decisão própria, e alegou que não há motivo para a cassação. “Se nós tivermos que utilizar a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional para preservação do deputado Eduardo Bolsonaro, nós certamente faremos”, disse.

Segundo o presidente da CREDN, a viagem de Eduardo teve como objetivo levar denúncias de violações de direitos humanos a autoridades norte-americanas, o que seria uma prerrogativa de qualquer parlamentar. Ele admitiu que a influência de Eduardo na comissão se deve à amizade entre eles.

Sobre as tensões diplomáticas entre Brasil e EUA, Barros criticou a política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que uma boa interlocução com o governo Trump já teria resolvido as sanções econômicas. Ele acusou Lula de usar a situação como “palanque eleitoral”.

Os pedidos de cassação de Eduardo Bolsonaro foram enviados ao Conselho de Ética da Câmara no dia 15 de agosto, a pedido de PT e PSOL. As representações alegam quebra de decoro parlamentar por atuar contra o Brasil e a favor das tarifas impostas por Donald Trump e das sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O caso será analisado pelo Conselho de Ética, que sorteará três nomes para escolher o relator. Eduardo Bolsonaro será notificado para apresentar sua defesa.

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