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Fifa não quer mais programa que protegia jogadores que denunciassem corrupção

Reuters

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, suspendeu antes mesmo de começar a funcionar um programa que ofereceria proteção a jogadores e dirigentes que denunciassem manipulações de resultados no futebol, conforme afirmou Chris Eaton, diretor de segurança da Fifa, nesta quarta-feira.

 A iniciativa, que tinha como alvo quadrilhas ligadas a apostas ilegais, foi anunciada com grande pompa em setembro pela Fifa, entidade que dirige o futebol mundial.

Mas a ideia foi discretamente arquivada duas semanas depois, porque Blatter decidiu integrá-la a uma campanha mais ampla pela transparência e a boa gestão na Fifa, cuja imagem foi abalada por suspeitas de corrupção no processo de escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022, e na eleição para a presidência da entidade.

A informação sobre o arquivamento do programa foi dada no evento Soccerex European Forum por Chris Eaton, que está deixando o cargo de diretor de segurança da Fifa.

“É verdade que eu fiquei frustrado, mas entendi. Estou satisfeito por terem visto esse como um programa valioso a ser aplicado de forma mais total”, disse Eaton.

O suíço Mark Pieth, que dirige o comitê da Fifa encarregado de rever todas as práticas de gestão do futebol – incluindo o combate a manipulações de resultados -, deve apresentar suas conclusões à Fifa na sexta-feira.

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