Não é tão simples a escolha do vice-governador José Thomáz Nonô (DEM) ser candidato à Câmara Federal. O mais
provável é que ele não seja.
Nonô assume o Governo de Alagoas em março de 2014. Teotonio Vilela Filho (PSDB) se despede do cargo, renunciando ao posto, para ser candidato ao Senado. Se Nonô disputar o mandato de deputado federal, terá de renunciar à Vice-Governadoria.
Quem fica?
Fernando Toledo (PSDB), o presidente da Assembleia Legislativa. E se Fernando for para o Tribunal de Contas de Alagoas- como ainda quer a Casa de Tavares Bastos?
Aí o Governo vai para as mãos do vice: Antônio Albuquerque (PT do B). Há uma dúvida, porém.
A atual Mesa Diretora foi reeleita, para o biênio 2013-2014, em março. O Tribunal de Justiça, esta semana, começou a votar a legalidade ou não da antecipação da eleição à Mesa da Casa de Tavares Bastos. A princípio, cinco desembargadores (a maioria) votaram pela permanência do resultado da eleição.
Ou seja, Toledo presidente e Albuquerque, vice.
Duas ocasiões mostram que as relações entre AA e Teotonio Vilela Filho não são amistosas.
A primeira é a Operação Taturana. Indiciado como líder da organização criminosa que desviou R$ 300 milhões do Legislativo Estadual, AA ameaçou Vilela de morte. Morreria e levaria “uns três ou quatro juntos”. O diálogo foi reproduzido pela revista IstoÉ. Os dois lados negam.
E Vilela nega.
Seja como for, Antônio Albuquerque pode ser o novo governador de Alagoas, de março a dezembro de 2014.
Basta Nonô decidir ser candidato.