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Festas juninas ficam mais caras com alta nos preços dos alimentos

Com a chegada das festas juninas, os consumidores nordestinos estão sentindo no bolso o peso da inflação nos produtos tradicionais da época. Levantamento da consultoria Scanntech, que monitora mais de 45 mil pontos de venda no país, mostra que itens típicos das celebrações registraram aumento significativo entre janeiro e maio deste ano na região.

Entre os principais vilões estão o amendoim, com alta de 9,5%, o coco ralado (14,9%), o doce de leite (14,4%), além de misturas e pó para bolo (13,2%) e o milho (11,2%). Todos são ingredientes fundamentais na preparação de pratos típicos como pamonha, canjica, bolo de milho, paçoca e outros doces e salgados que marcam a celebração de São João.

O Nordeste é tradicionalmente o coração das festas juninas no Brasil. Cidades de todos os estados da região realizam grandes celebrações, com quadrilhas, shows e uma rica gastronomia baseada em alimentos típicos.

Com os reajustes, tanto o consumidor final quanto os pequenos comerciantes e produtores locais enfrentam dificuldades para manter a tradição com os mesmos custos dos anos anteriores.

A alta nos preços pode impactar a participação popular nos festejos, que têm forte apelo cultural e social na região. Além disso, produtores e vendedores ambulantes também podem ter redução na margem de lucro, o que afeta a economia local nesse período de grande movimentação.

Mesmo com os custos mais elevados, a expectativa é que as festas continuem a atrair multidões, ainda que com adaptações no cardápio ou em porções mais modestas.

*Com informações do O Globo

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