Tenho aberto a alma em códigos gráficos no elogio da maturidade. Por certo não é um movimento aleatório, e arrasta imensidão de turbilhões, alguns devidamente trabalhados, outros nem tanto; aqueles aos quais ainda sequer consigo encarar permanecem na caverna particular do inconsciente, esperando a hora.
Sim, aceitar nossos processos é algo que nos liberta da busca apressada pelo equilíbrio perfeccionista. Aprendemos a perdoar nosso atraso com relação ao tempo do mundo, e o relógio soa em ritmo amistoso.
Neste tic-tac de horas intensas, hoje registro mais uma data festiva na vida do meu predileto, o par que a maturidade agradece ter permanecido ao meu lado após tantas subidas, levando em conta o desânimo dos picos íngremes.
Odilon Rios é um homem que participa por dentro, das linhas históricas do seu tempo.
Por isso sua melhor defesa é a simplicidade.
Dele já tiraram muitas possibilidades, mas a ausência de ambição lhe protegeu das dores plantadas, endereçadas ao modus operandis comum, ato falho da maldade desatenta.
A idade da razão lhe encontra reconciliado com cicatrizes profundas, sabendo que no imo de sua alma o que dói e não pode ser modificado agora, um dia o será. A própria vida cuidará deste desterro.
Assim sendo, este companheiro de letras e risos, conquista mais um giro junto ao planeta no qual cuida ao meu lado, do jardim particular.
É gente que merece aplausos, por romper madrugadas dedicado ao ofício valoroso de informar, quando comunicação virou entretenimento. É jornalista, cronista, escritor, e seu teclado dedilha história, antropologia e poesia.
Quando censurado, fala em mímica existencial.
Quando atormentado, perseguido e injustiçado, chora, ora, reelabora.
Parabenizo a este homem que se expande ao mundo real e virtual através do www.reporternordeste.com.br, janela e porta de sua determinação diária em forma de texto.
Que a maturidade te seja amiga, e nunca te faltem beijos e abraços, tua riqueza declarada.
Feliz aniversário meu amor.
