Família de Moraes sofria ameaças que mencionavam “comunismo”

Brasília (DF), 11/12/2023, O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, durante o lançamento do Plano Ruas Visíveis - Pelo direito ao futuro da população em situação de rua, no Palácio do Planalto. A iniciativa faz parte da celebração dos 75 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e do Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemorados ontem (10) em todo o mundo. Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Nesta sexta-feira (31/5), a Polícia Federal (PF) realizou operações para cumprir mandados contra dois acusados de ameaçar familiares do ministro Alexandre de Moraes, resultando em duas prisões, uma no Rio de Janeiro e outra em São Paulo.

Foram realizados cinco mandados de busca e apreensão nas mesmas cidades.

O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, destacou que a conduta dos acusados tinha o objetivo de restringir o livre exercício da função judiciária do ministro.

Há provas suficientes do crime e indícios razoáveis de autoria que ligam os acusados, Raul Fonseca de Oliveira e Oliverino de Oliveira Júnior, aos fatos.

As ameaças violentas feitas pelos suspeitos, juntamente com o monitoramento da rotina das vítimas, indicam que manter os investigados em liberdade representaria um perigo concreto para a ordem pública.

Os suspeitos enviaram e-mails detalhando a rotina dos familiares do ministro por cerca de uma semana.

Raul Fonseca de Oliveira, fuzileiro naval de 42 anos, foi preso em sua residência na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, enquanto seu irmão, Oliverino de Oliveira Júnior, foi preso em São Paulo.

Os mandados de prisão foram solicitados pela PGR e cumpridos pela PF com o apoio da Marinha do Brasil.

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