Mesmo repetindo que manterá o maior programa de transferência (condicionada) de renda do mundo, o Bolsa Família, Flávio Bolsonaro mostrou em Alagoas o oposto dele mesmo ao colocar em dúvida o mesmo programa.
Enquanto prometeu manter, falava em reformar o Bolsa.
Essa falta de clareza é impressionante porque talvez esta seja a eleição com maior número de candidatos declaradamente contra o Bolsa Família. E sem oferecer propostas alternativas, ou seja, apostando no caos a ser gerado pela miséria e pela fome como futuro (tenebroso) do Brasil.
Não existe apoio destes candidatos contra o Bolsa creche pago a juízes brasileiros. Nem o plano de saúde bancado pelo poder público para autoridades da República. É a defesa de um Estado ainda menor a quem convive com serviços mínimos. Nem se fala da taxa de juros mínimas, de países mais ricos mesmo, em financiamentos aos mais privilegiados da sociedade.
Em resumo: defende-se um país ainda mais exclusivo. Onde quem está de fora é tratado como resto e deve explodir por si mesmo.
