Exames não apontam violência sexual contra mulheres mortas em Ilhéus

As três mulheres encontradas mortas em Ilhéus, no sul da Bahia — Alexsandra Suzart, Maria Helena do Nascimento e Mariana Bastos — não foram estupradas, segundo laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Os exames de DNA e cadavéricos não encontraram vestígios de violência sexual.

Além disso, as quatro primeiras amostras de DNA colhidas no local do crime, de três homens e uma mulher, deram negativo, o que, de acordo com fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSPBA), não significa que os suspeitos não estiveram no local, mas que seu material genético não foi encontrado nos objetos analisados.

A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (25), Thierry Lima da Silva, de 23 anos, como autor dos assassinatos. O material genético dele e de outros três suspeitos foi enviado ao DPT em Salvador para análise.

Uma fonte da SSPBA ressaltou que a polícia precisa encontrar a faca que teria sido enterrada pelo preso, pois é provável que o DNA do autor do crime esteja na arma.

Durante a audiência de custódia, Thierry confessou ter matado as três mulheres a facadas na Praia dos Milionários, no dia 15 de agosto, durante uma tentativa de roubo.

Ele alegou estar sob o efeito de crack e disse que, ao arrastar uma das vítimas para um matagal, as outras duas teriam tentado salvá-la. A Polícia Civil informou em nota que, até o momento, “não há elementos que apontem crimes sexuais”.

As vítimas desapareceram em 15 de agosto. Seus corpos foram encontrados no dia seguinte, em uma área de vegetação na praia. As investigações apontam que todas foram mortas com facadas no pescoço, o que sugere que o crime pode ter sido cometido por apenas uma pessoa.

No entanto, a polícia não descarta a participação de outros envolvidos. Mais de dez pessoas já foram ouvidas, e imagens de 15 câmeras de segurança da região estão sendo analisadas.

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