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Ex-presidente do INSS é preso em operação da PF

Brasília - 13/10/2025 -Reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para ouvir o ex-presidente do Instituto Alessandro Antonio Stefanutto. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, foi preso nesta quinta-feira (13) em uma nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A ação visa desmantelar um esquema bilionário de descontos associativos não autorizados aplicados em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.

Além de Stefanutto, a operação mirou o ex-ministro da Previdência Social no governo de Jair Bolsonaro (PL), José Carlos Oliveira. Conforme apurado, o ex-ministro foi obrigado a utilizar tornozeleira eletrônica como medida cautelar.

As medidas, incluindo a prisão e outras ações cautelares, foram determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Policiais federais, em conjunto com auditores da Controladoria-Geral da União (CGU), estão cumprindo um total de 63 mandados de busca e apreensão, dez mandados de prisão preventiva e outras medidas em diversos estados. A ação se estende pelo Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e no Distrito Federal.

Os crimes sob investigação incluem inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

Em nota, a defesa de Alessandro Stefanutto classificou a prisão como “completamente ilegal”, alegando não ter tido acesso ao teor da decisão. A defesa afirmou que Stefanutto “não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação” e que ele “segue confiante, diante dos fatos, de que comprovará a inocência dele ao final dos procedimentos relacionados ao caso”.

Até o momento o ex-ministro José Carlos Oliveira ainda não havia se manifestado.

*Com Agências

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