A ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assembleia Legislativa, Alari Romariz, acusou a Mesa Diretora da Assembleia e a Caixa Econômica Federal de integrar um novo esquema de corrupção na Casa de Tavares Bastos: a “Taturana 2”, como ela mesma chamou.
Segundo ela, a Caixa Econômica entrega sacos de dinheiro, todos os meses, aos deputados. Dinheiro, segundo ela, pertencente aos funcionários do Legislativo Estadual.
“Como é que a Caixa Econômica libera tanto dinheiro de uma vez só para a Assembleia? Eles recebem em dinheiro vivo e dividem entre eles. Quem manda [na Caixa]? Quem é o gerente? De noite, eles dividem o dinheiro entre eles. Não pagam aos funcionários. Estou sendo roubada e não posso ficar quieta senão morro enturida. Tem que haver intervenção federal na Asssembleia”, disse Romariz.
Segundo ela, o caso foi denunciado a todos os deputados estaduais, além de Polícia Federal, Ministério Público e Tribunal de Justiça.
Ainda de acordo com Alari, que está aposentada, a Mesa Diretora da Assembleia desconta a Previdência Social “de ativos e inativos e não repassa nada”; os aposentados, mesmo de forma ilegal, são chamados a trabalhar, do contrário perdem a aposentadoria; a Casa de Tavares Bastos tem 600 cargos comissionados que, além dos salários, tem 100% de gratificação; ha ainda dois tetos constitucionais (um de R$ 20 mil e outro e R$ 9,6 mil).
As denúncias foram feitas no Programa Cidadania, do radialista França Moura- da rádio Jovem Pan.
A Mesa Diretora reagiu. O presidente Fernando Toledo (PSDB) vai acionar Alari Romariz na Justiça.








