A investigação que apura a morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, ganhou um novo e sombrio capítulo. Relatos detalhados de uma ex-amiga do principal acusado, o ex-piloto de Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, revelam um histórico de comportamento sádico e episódios de tortura que teriam ocorrido meses antes do crime que chocou o Distrito Federal.
Em depoimento registrado na 38ª DP (Vicente Pires), a jovem, que tinha 17 anos na época dos fatos, descreveu uma sessão de horror vivida entre julho e agosto de 2025.
Segundo a vítima, ela foi submetida a 10 minutos de descargas elétricas ininterruptas com uma arma de choque, enquanto estava encurralada dentro de um carro estacionado no Park Way.
O relato aponta que o que começou como uma “brincadeira” entre o grupo de amigos rapidamente se transformou em uma agressão deliberada.
Tortura e omissão
A adolescente afirmou que Turra Basso aplicou os choques em seus seios, barriga e pernas, ignorando seus prantos e súplicas para que parasse.
Mesmo após informar que sentia dores devido ao período menstrual, o ex-piloto teria continuado as descargas no ventre da jovem.
O depoimento é contundente ao descrever a reação do agressor: enquanto ela implorava por socorro, ele apenas ria.
A violência teria contado com a complacência de outras pessoas no veículo. De acordo com a vítima, a esposa de Turra a impediu de passar para o banco da frente para fugir e, posteriormente, tomou seu celular quando ela tentou ligar para a mãe.
“Só parou quando a arma de choque descarregou”, relatou a jovem, que carrega até hoje uma marca na perna esquerda de uma veia que teria estourado durante o episódio.
